O corpo da mulher foi encontrado no lixão, com

os olhos abertos e uma cicatriz de faca no

pescoço. Ninguém sabia quem ela era, apenas que

tinha chegado ao acampamento há três dias,

pedindo ajuda para encontrar seu irmão.

A cidade em ruínas era controlada por uma seita

que acreditava que a morte era uma transição

para outra vida. Os sobreviventes eram obrigados

a passar por rituais de purificação, e a mulher

foi submetida a um.

No quarto dia, ela acordou em uma câmara de

vidro, respirando ar filtrado. A seita a chamava

de "Ela que Não Morreu", e diziam que

sua alma

estava ligada a uma força antiga que precisava

ser liberada.

Ela fugiu durante a noite, usando um pedaço de

metal que encontrou entre os destroços. O metal

brilhava quando tocado por sua mão, e ela

percebeu que era parte de um dispositivo antigo,

um relicário de um tempo antes do colapso.

No dia seguinte, um grupo de homens com máscaras

de animais a perseguiu até uma estação

abandonada. Eles a cercaram, dizendo que ela não

poderia escapar daquilo. Ela jogou o relicário

no chão, e ele explodiu em luz.

Quando a luz desapareceu, os homens estavam

mortos, e ela viu sua própria imagem refletida

na parede — mas com os olhos fechados, como se

tivesse realmente morrido.

Ela voltou ao acampamento, mas ninguém a

reconheceu. Todos falavam sobre uma nova

profecia: a mulher que não morreu voltaria para

trazer o fim do mundo.

Ela escreveu seu nome em um pedaço de papel,

colocouo no meio do lixão e saiu. O vento levou

o papel, e ela não olhou para trás.