A cidade de São Paulo se ergueu sobre escombros,

mas não como antes. O colapso ambiental de 2045

deixou o ar pesado, os rios verdes e a

tecnologia antiga inutilizada. A sociedade se

reorganizou em comunidades autossuficientes,

onde a informação é controlada e a memória

coletiva é reescrita.

A heroína, Renata, trabalha como técnica de

manutenção em uma estação de reciclagem, onde

recupera equipamentos de antes do apocalipse. Um

dia, ela encontra um chip antigo dentro de um

robô desmontado — um arquivo com seu nome, data

de nascimento e um código de identidade

desconhecido.

O chip revela que ela foi criada em um

laboratório subterrâneo, testando novos corpos

para substituir os mortos. Seu "

nascimento" foi

uma farsa, e seu verdadeiro nome era Ingrid. A

dívida que ela carrega é a de ter sido projetada

para servir a um grupo secreto que ainda existe,

buscando controlar a nova ordem.

Renata é perseguida por agentes que a reconhecem

pelo código. Ela tenta fugir para a floresta,

onde supostamente há um grupo de rebeldes que

podem ajudála. Mas a floresta não é mais o que

era — as árvores são feitas de metal e o solo

sangra em certos pontos.

Ela encontra um grupo que a chama de "

Ingrid",

mas eles também têm suas próprias mentiras. Um

dos líderes lhe entrega um novo chip: o direito

de escolher sua própria identidade. Renata o

aceita, mas ao ativálo, o sistema da cidade

detecta a mudança e envia uma força de segurança

para abatêla.

No último momento, ela ativa um antigo mecanismo

de emergência no robô que encontrou, que a

transporta para uma zona de exclusão. Lá, ela

descobre que o laboratório ainda funciona, e o

grupo que a criou está preparando uma nova onda

de "recriações".

Renata decide destruir o laboratório, mas não

com violência. Ela libera todos os registros de

identidades falsas, deixandoas disponíveis para

quem quiser usálas. A cidade não pode mais

controlar a memória.

Ela volta para a floresta, agora com um novo

nome: Maria. Não é mais Ingrid, nem Renata. É

alguém que escolheu ser. O ar ainda é pesado,

mas ela respira sem medo.