A cidade de São Paulo, agora desmoronada e

coberta por musgo, é habitada apenas por grupos

que se escondem da radiação. Uma menina de 17

anos, filha de um cientista morto, vive sozinha

em uma casa abandonada, alimentandose de rações

roubadas.

Ela encontra um baú enterrado sob as ruínas do

antigo centro financeiro. Dentro, há documentos,

um computador e um diário com anotações sobre

uma tecnologia que poderia reativar a rede

elétrica. O diário menciona um homem chamado

"Eduardo", cujo nome ela reconhece

como o do pai.

A cidade é regida por uma regra: ninguém pode

sair sem permissão de um grupo de vigilantes.

Ela tenta levar o baú para um mercado

clandestino, mas é pega. Os vigilantes exigem um

pagamento: seu corpo. Ela recusa, e eles a

prendem em uma cela subterrânea.

No dia seguinte, ela é forçada a entregar o baú.

Mas antes, copia os dados do computador e os

esconde em uma cápsula de plástico. A câmara de

vigilância registra tudo. Ela é jogada na rua,

com um aviso: "Nunca mais volte aqui".

Meses depois, ela usa os dados para reativar uma

torre de transmissão. A cidade começa a

funcionar novamente, mas só por alguns dias. Ela

se afasta, deixando o baú para trás. O amor que

sentia por Eduardo — um homem que nunca conheceu

— a mantém presa ao passado, mesmo quando o

futuro está à sua frente.