O céu de Ferro era um reino onde os magos

trocavam pedras brilhantes por almas, e as leis

eram escritas em sangue. O herdeiro Armando,

dono de uma alma rara, vivia no castelo de

cristal, cercado por segredos familiares e

promessas não cumpridas. Sua mãe, rainha viúva,

tinha um pacto com o Mestre das Sombras — um

vilão carismático que governava as trevas sob o

nome de Dário.

Na véspera do Festival das Estrelas, Armando

encontrou uma carta velha, escondida na câmara

secreta da biblioteca. A mensagem falava de um

casamento contrato entre sua família e o reino

das sombras, selado há gerações. A traição

estava em casa, e não fora. Sua própria irmã,

Clara, era a verdadeira herdeira do poder mágico,

e ele só descobriu isso quando ela desapareceu.

Dário apareceu pessoalmente, vestindo um manto

negro que absorvia a luz. Ele ofereceu um

ultimato fatal: ou Armando entregava a alma rara

que carregava, ou Clara morreria nas mãos dos

demônios que ele comandava. A cidade tremia sob

a ameaça, e os magos começaram a fugir, deixando

para trás o reino que um dia construíram.

Na noite final, Armando invocou o poder da

estrela cadente, um ritual proibido que só os

herdeiros podiam usar. Enquanto Dário atacava

com golpes de sombra, Clara usou a mesma magia

para se proteger. O céu rachou, e o mundo mágico

começou a desmoronar. As pedras brilhantes se

quebraram, e o pacto foi quebrado.

No fim, Dário caiu em uma poça de sangue mágico,

e Armando, agora livre, olhou para o céu que já

não era de ferro, mas de fogo e cinzas. Clara o

abraçou, e juntos saíram da ruína, carregando

consigo o peso de um passado cheio de segredos,

mas também a esperança de um novo começo.

A nostalgia do mundo que caía ao redor deles era

a única coisa que restava — e talvez fosse

suficiente.