A casa da família Branco, antiga sede de uma das

maiores oligarquias cafeeiras do Brasil, é

invadida durante a noite. O mordomo, homem de

confiança há décadas, desaparece com documentos

que podem revelar fraudes fiscais e traições

políticas. A irmã mais nova, Ana, é acusada de

ter organizado o assalto, embora não tenha

provas contra ela.

O clima da República Velha se torna mais

opressivo. As leis de controle social são

reforçadas, e qualquer suspeita de subversão é

punida com prisão ou exílio. Ana, forçada a

fugir para a capital, descobre que seu irmão

mais velho, o líder da família, está em contato

com um grupo de oficiais que planeja um golpe

contra o governo. Ela é usada como isca para

atrair os responsáveis pelo roubo, mas resolve

agir por conta própria.

No dia do julgamento, Ana entra no salão do

tribunal vestida de forma inapropriada para a

ocasião — um vestido de festa que pertencia à

sua mãe, morta há anos. Ela não fala, apenas

entrega um documento que mostra que o próprio

juiz estava envolvido nas fraudes. O sistema,

que dependia do silêncio dos despossuídos,

colapsa diante da evidência. Ana é presa, mas

seu nome passa a ser sinônimo de coragem na

periferia da cidade.

As regras do jogo mudam: ninguém mais pode

esconder a verdade sem pagar o preço. A

República Velha, já frágil, começa a desmoronar

sob o peso do que foi exposto.