No coração de São Luís, em 1923, Clara de

Almeida, herdeira de uma fortuna cafeeira,

acorda com uma marca na palma da mão — uma

cicatriz que não estava ali antes. O sinal é o

mesmo que apareceu no corpo de seu avô, morto

misteriosamente há dez anos.

O mundo de Clara começa a mudar: sonhos vívidos,

vozes sussurrando em línguas antigas, e objetos

familiares ganhando vida própria. Ela descobre

que a linhagem de sua família está ligada a uma

ordem secreta de bruxas que governa as sombras

da cidade desde o tempo do Império. A regra

número um: nenhum membro da família pode se

casar fora da sangue.

Fernando Moreira, o rival apaixonado, era um

estudante de medicina, filho de um político de

origem humilde. Ele a conheceu em uma festa de

elite, onde os olhos de Clara estavam fixos em

outro homem. Mas quando ele revela saber sobre o

segredo da família, ela sente algo mais do que

apenas atração — um poder que ela nunca esperava.

Clara decide testar a regra. Foge para o

interior da casa ancestral, onde o ritual da

ordenação das bruxas é realizado todas as noites.

Lá, encontra um livro antigo que fala de um

sacrifício final: o último descendente deve

morrer para que a ordem continue. Se ela viver,

o mundo sobrenatural cairá.

Fernando a segue até o altar, onde ela está

prestes a se entregar. Ele pega um facão

escondido, corta a própria mão e colocaa sobre a

dela. O sangue misturase ao símbolo na palma, e

o chão começa a tremer. As paredes da casa se

desfazem em sombras, e Clara percebe que o

sacrifício não é só dela — é de ambos.

Na manhã seguinte, Fernando está morto. Clara,

ainda viva, mas marcada, sai da cidade. Ninguém

sabe o que aconteceu. A ordem das bruxas

continua. E a cicatriz na palma da mão de Clara

agora brilha como uma estrela.